domingo, 31 de março de 2013

Midnight City - Cap 11

-- 24 comentários:
"Você merece um cara que diz: Eu não consigo imaginar um mundo sem você"

Me encontrava dolorida, estava coberta com um lençol fino que deixava meus seios a mostra. Passei minha mão pelo cabelo e olhei pros lados a procura de Justin, como não o achei, olhei pro relógio que indicava 22:00. Arregalei meus olhos e me levantei me enrolando no lençol. A casa parecia está toda deserta,  na sala havia uma varanda que dava a luz que iluminava o ambiente, caminhei lentamente até onde vinha a luz e vi Justin apoiado na grade, uma fumaça saiu de sua boca e percebi que ele estava fumando. Sua cabeça estava baixa, não conseguia ver sua expressão facial. Ele vestia apenas uma bermuda. Estava despercebido. Tão natural.

- Não sabia que fumava. - me aproximei dele.

- Ali? - ele me olhou. - Eu faço isso quando estou nervoso, não sou fumante. - ele esclareceu.

- Tudo bem, meu avó fumava. - me sentei em um pequeno sofá de madeira e palha acolchoado ali. - Por que está nervoso? - falei me lembrando de seu esclarecimento.

- Porque preciso dizer algo e não sei como fazer isso. 

- Apenas diga. - dei de ombros.

- Nós não podemos ficar juntos, andei pensando e... - ele parou. - Na faculdade, isso iria atrapalhar nós dois. Isso é errado. 

- Engraçado que só eu dar o que você quer e do nada você muda de opinião. - tentei manter a calma, eu não chorava na frente da minha mãe, não vou chorar pra ele. 

- Alicia, não entenda assim. - ele se aproximou, mas me levantei o fazendo se afastar.

- Quer saber? Você está certo, no final disso tudo quem se fode sou eu. - falei séria.

- Alicia, você não entende, eu quero, mas não podemos! - ele me seguiu enquanto andava em passos firmes pela casa.

- Cala a boca! - me virei pra ele gritando. - Você é um merda! Você se aproveita de pessoas inocentes, você me da nojo, você tirou minha ingenuidade fora. - cuspi as palavras nele. - Que papai do céu te perdoe Justin, porque se depender de mim... - nem continuei a frase. Estava com raiva. Ele me encarava assustado. Voltei para seu quarto e catei minha roupa no chão, teria de ir sem calcinha já que Justin havia rasgado. Merda! Só de lembrar isso me causava repulsa. 

Sai do banheiro ajeitando o meu cabelo em um coque mal preso. Peguei minha bolsa, juntando meu celular dentro dela. Quando estava me aproximando da porta ouço a voz de Justin me chamar, eu não suportaria vê-lo de novo, mas mesmo assim me virei com as mãos fechadas com força.

- Ali, você vai precisar disso. - ele tinha um remédio e água em suas mãos.

- O que é isso?

- Pílula, anticoncepcional. - revirei os olhos e tomei rapidamente. - tchau.

Ignorei sua despedida e fui embora dali. Foi simplesmente eu passar por aquela porta que desabei, uma hora ser forte cansa, o muro que construímos sempre são superados por pedras maiores sendo tacadas em cima. Caminhei até a calçada e esperei um táxi, em alguns minutos passou um ao qual eu fiz sinal, abri a porta de trás e olhei pela última vez aquela casa enorme, avistei Justin na varanda, ignorei  e entrei no carro. Pretendia amanhã mesmo começar outro capítulo dessa história.

[...]

Liguei meu computador mais relaxada, tinha tomado um longo banho, minhas lágrimas se misturaram com os pingos de água que caíam do chuveiro inúmeras vezes. Lá estava eu novamente com meu café na mão e fazendo o trabalho pra amanhã, já eram meia noite. Mas quando se mora em Nova York acaba ficando que nem a cidade conhecida como a que nunca dorme. 

A proposta do trabalho era: Em até 7 linhas definir seus pensamentos. A faculdade acreditava que isso ajudava no raciocínio e desenvolvia o intelecto da pessoa. Bom, primeira mente pensei em escrever 7 linhas somente com a frase "Eu odeio Justin", mas não queria ser muito óbvia afinal ele estaria lá.

"Piedade seria o termo correto. De um certo ponto me sinto solidária por estar pensando assim. Meu pensamente ultimamente, é baseado no fato de como existe pessoas ingênuas, fáceis de serem enganadas. Sim, de fato isso é algo pessoal, mas acho que o motivo de um coração partido nunca é tarde para compartilhar. Confusão e arrependimento talvez estivessem andando juntos em minha mente agora. Mas acredito que quando  a cidade fica a mercê da meia noite, tudo apaga e me faz fugir do mundo real. E assim, me sentiria em paz de alguma maneira. "

Pronto, tinha colocado pra fora o que eu sentia. Respirei fundo e imprimi o papel. Coloquei em uma pasta e já deixei tudo pronto pra amanhã. Fui direto para o quarto, fiquei pensando em como encarar Mia. Ela iria me encher de perguntas as quais não iria querer responder. Com algumas lágrimas solitárias descendo dos meus olhos molhando o meu rosto, fechei meus olhos, assim me entreguei a meia noite. Em um sono profundo sonhei em estar tudo bem com você, com nós.

POV Justin

Tinha a consciência de que não iria conseguir dormir. Já estava no meu terceiro cigarro, meus olhos vermelhos denunciavam meu cansaço, amanha iria vê-la no primeiro tempo, ela estaria lá com as pernas cruzadas e com toda sua atenção na frente. Dei mais um tragada, cada vez mais me sentia inútil, hoje eu consegui a fazer a maior merda da minha vida. 

POV Alicia

- Não foi nada Mia. - disse pela milésima vez.

- Você não me pede carona a toa. - ela olhou pra mim e depois pro trânsito.

- Eu só queria uma companhia. - falei obviamente.

- Ali, seu rosto está inchado, parece que dormiu chorando. - observou.

- Me deixa, não foi nada e ponto. - tentei colocar ponto final naquele assunto.

- Tudo bem, mas quando quiser me contar, eu vou tá aqui. - ela acariciou rapidamente minha coxa.

- Obrigada. - disse sincera.

[...]

Nossas carteiras estavam lá, nada seria diferente essa manhã, ele viria ficaria em seu lugar e eu fingindo que estou prestando atenção na aula sendo que metade da minha cabeça ele ocupa. Me sentei e coloquei minha bolsa em cima da mesa. 

- Não vi Robert hoje, só Justin. - comentou Mia. 

- Deve tá na sala dos professores. 

- Talvez. Animada pra ver Justin? - ela sorriu maliciosa pra mim.

- Vai por mim, eu não quero nem ouvir o nome dele. - falei com raiva.

- Mas... - a interrompi.

- Sem mas, o idiota chegou, Robert deve tá vindo. 

Justin estava ali na frente, todos os olhares voltados a ele, tentando entender o motivo dele está ali desfazendo o seu material na mesa que, agora, seria de Robert. Ele colocou seu material ali e viu alguns papéis. Ele olhou pra turma rapidamente e pude perceber que seus olhos estavam vermelhos e seu rosto mais pálido. Conclui que o mesmo não tivesse dormindo essa noite. Bom, fico feliz dele está se sentido culpado. 

- Bom, olá turma! Meu nome é Justin Bieber e hoje irei dar aula de literatura pra vocês. - diz ele simplesmente olhando a todos, mas evitando o encontro de nossos olhos. 

- Cadê Robert? - Mia perguntou.

- Ele viajou. Não sei quando volta. - respondeu Justin. - É isso, vamos começar então! 

Não - acredito - nisso!


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Continua...

Desculpem gatas, postei pelo o Iphone, por isso não agradeci pelo comentários. mas vi todos. Muito obrigada por tudo! 

                                                                           


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sábado, 30 de março de 2013

Midnight City - Cap 10

-- 22 comentários:

Pov Alicia.

Era tudo grande e asséptico. Um visual completamente fora do meu padrão, não sabia que estagiários e ajudantes de pet shop ganhassem tanto assim. Percorria meu olhar por todo o lugar. Me sentei no sofá branco de couro, que ficava no meio da sala, com cuidado. Os móveis de vidros e completamente caros, cercavam a casa espalhando um design bem bonito. Havia encanto em meus olhos. Ainda mais quando vi Justin sair de sua cozinha com uma garrafa de vinho e duas taças. 

- Acho que merecemos. - ele sorriu colocando as coisas na mesinha de centro. 

- Não sei se é uma boa ideia beber agora. - encarei as taças. 

- Calma, vou ta sóbrio para te levar em casa. 

- Justin, eu... - ele colocou seu dedo indicador em meus lábios me calando. 

- Pode ficar tranquia, confia em mim? - era impossível negar com aqueles olhos de mel que eu tanto amava, me olhando de uma forma hipnotizante.

- Confio. - disse e peguei a taça em seguida, dando meu primeiro gole. 

[...]

- Não sabia que estagiário ganhava tanto. - comentei.

- É.. é que eu junto bastante dinheiro. - ele me pareceu nervoso.

- Bastante dinheiro mesmo, eu com meu trabalho de vendedora não conseguiria isso aqui nunca. 

- Minha mãe e meu pai também ajudaram. - ai já havia uma explicação mais racional.

Estava bem, eu me sentia bem, Justin ao meu lado, fazia tudo ao meu redor se tornar mágico. Sentada no sofá, estava com a taça nas mãos entre minhas pernas, olhava a casa, ficou um clima desconfortável de repente. Olhei pra Justin que me olhava inquieto, ele com certeza tinha bebido mais do que eu. 

- Ali. - me chamou. - vem cá.

- O que foi? - perguntei assim que me aproximei dele. 

- Quero sua boca. - ele me puxou contra ele. Sua mão em minha nuca me imprensava mais contra ele. 

POV Justin - Parte HOT, se não gostar pule!

Eu não aguentava mais, me sentia preso, a chamei e a beijei com urgência. Parecia que não ia haver falta de ar que nos separássemos.  Tentei ousar e descer minha mão, assim eu fiz, alisei suas costas e parei quando cheguei em sua bunda, esperei um reação e nada, ótimo. Com minha mão ali, dei um impulso pra que ela viesse pro meu colo. Estava desesperado, não conseguia me desgrudar dela. 

- Justin, Jus... - ela se separou. Não!

- Relaxa Ali. - beijei seu pescoço. 

- Não ta cedo? - sua voz falhou, ela estava ficando tão excitada quanto eu. 

- Não, é normal. - a beijei de novo, com o intuito de cala-la.

- Vamos pro quarto então? - ela disse com um sorriso safado. 

Não pude conter meu sorriso enormemente malicioso diante daquela reação. Ela havia me surpreendido, por um momento achava que Ali não iria ceder. Peguei ela no colo e fui caminhando em direção ao meu quarto. Durante o percurso fiquei a beijando e dando mordida em seus lábios. 

Me sentei na cama e ela ficou no meu colo. Olhei pra baixo e apertei suas coxas. Ela puxou meu rosto pra ela e me beijou. Coloquei minhas mãos em sua cintura e a abracei. Fiz com que ela rebolasse em cima de mim e logo ela seguiu o movimento me deixando cada vez mais ereto. 

Ela era virgem, dava pra notar claramente. Teria de ser cuidadoso. Alicia estava afobada, parecendo eu no início. Ela colocou a mão na barra de minha blusa e puxou pra cima, tirei aquela camiseta com ela. Tirei sua blusa e fitei seus seios ainda cobertos. Ah aquilo era um paraíso, me aproximei e beijei a pele descoberta daquela região. Ouvi ela arfar e a olhei sem tirar minha boca dela. Arrastei minhas mãos para suas costas e assim que achei o feixe sorri o abrindo. Tirei seu sutiã e involuntariamente apertei seus peitos. Era gostoso, aproximei meus lábios novamente daquela pele sensível e parecia um bebê mamando pela primeira vez. completamente desesperado, mamando com volúpia. Minha língua rodeava o bico e chupava, rodeei novamente, mas agora com o polegar, fiz o mesmo em seu outro seio. Os gemidos de prazer soltados por Alicia me deixavam louco. 

Me levantei com ela no colo e me virei a jogando na cama. Ela rapidamente subiu pra cabeceira se ajeitando, tirei minha calça na sua frente antes de subir na cama e a beijar. Nossas línguas faziam movimentos eróticos em nossas bocas. Desci meus beijos para seu pescoço e chupei toda aquela região sem me preocupar se deixaria ou não marcas. Me afastei dela e vi que ela estava com roupa demais ainda. Tirei sua parte de baixo apenas deixando-a com a calcinha. Seus músculos ficaram tensos de repente, já sabia o porque, seus olhos diziam tudo, ela estava com medo, sua inocência ia ser tirada em alguns minutos. 

- Justin, eu... eu sou v... - a beijei a interrompendo.

- Eu sei, eu sei. - ela fechou os olhos parecendo está sentindo meu toque em seu corpo mais que perfeito. - fica calma, não vou fazer nada que não goste. 

Ela assentiu um pouco trêmula, a beijei rapidamente e fui descendo pelo seu corpo causando um trilha de saliva. Ao chegar em seu umbigo, beijei e contornei com a língua, sua respiração era bastante ofegante. Ao chegar no elástico de sua calcinha, passei a língua entre os lábios e rasguei aquele pano. Ela me olhou incrédula. Tinha esquecido o fato de que ela só teria essa calcinha pra voltar pra casa. Ignorei esse fato e continuei meu trabalho, acariciei sua coxa e aproximei meu rosto de sua intimidade, o rubor em seu rosto era visível, ela estava bastante envergonhada, ri daquilo e voltei a encarar seu sexo. Chupei meu polegar e o levei até seu clitóris fazendo movimentos rápidos a masturbando. Agora ela gritava, se contorcia, chupei meus outros dois dedos e enfiei dentro dela. Ela fechou os olhos e gemia bastante, porém ela diminui o tom. Eu queria vê-la gritar. Comecei a chupa-la e passar minha língua em toda aquela região, sentia sede dela, seus músculos estavam contraídos, ela iria gozar, não queria isso, não agora. Parei todos os movimentos e subi ao seu encontro na cama. Rocei meu nariz no dela e a selei. Suas mãos tentavam tirar minha cueca, a ajudei e a tiramos juntos. Ela olhou pra baixo e encontrou meu pênis completamente duro por ela. 

- Vai com calma por favor. - ela disse nervosa. Seus olhos brilhavam com tudo aquilo.

- Confia em mim. - sussurrei e me posicionei ali. - Se doer aperta minha mão. - entrelacei nossos dedos na altura de sua cabeça. Ela assentiu e fechou os olhos. 

Fui entrando nela devagar, minha mão estava sendo apertada com força, mas nada insuportável. Fui me forçando mais pra dentro, era difícil pra mim também, ela era bem apertada, sorte que ela estava bem molhada depois dos meus movimentos ali em baixo, assim consegui escorregar com mais facilidade, porque na verdade parecia que eu não cabia ali. Eu estava acostumado com as vadias da boate, elas não eram nem um pouco apertadas. Me concentrei em Alicia, achei melhor colocar tudo de uma vez. Mudei minha opinião assim que minha mão perdeu a cor e Alicia reprimia um grito. 

- Desculpa. - sussurrei preocupado. 

- Ta tudo bem. - disse com dificuldade. 

Encostei minha testa na dela, e fiquei parado dentro dela, ela precisava se acostumar comigo ali dentro. Eu queria a penetrar com força, estava me controlando ao máximo pra que isso não acontecesse. 

- Mexa os quadris, isso vai ajudar. - Alicia começou a rebolar e pude ver que sua expressão facial foi se acalmando. 

Meus movimentos começaram bem lentos, estava bem molhado ali dentro, com certeza deve ter saído sangue. A dor parecia ter amenizado já que minha mão estava praticamente solta. Meus quadris se mexiam em um velocidade média agora. Com nossas testas encostadas, fechei os olhos e gemi, nunca pensei que fosse tão bom estar dentro dela, permaneceria ali o dia inteiro se pudesse. Fui aumentando cada vez mais o ritmo das penetrações. Gemia cada vez mais. Alicia agarrou minhas costas e começou a arranha-las com força, nem me importava com a dor.

A unica coisa que estava me incomodando era o fato de Alicia não estar gemendo. Fui um pouco com força pra ver se ela produzia algum som, e ela só arfava. 

- Geme pra mim Ali. - pedi olhando pra ela.

- Awn.... Justin. - ela gemeu baixo.

- Alto, grita meu nome. - a penetrei com força. 

- Justin! Awn! Ah! - ela gritou.

- Isso. - sorri e a beijei. 

POV Alicia.

Achava que não pareceria nem um pouco atraente gemendo feito uma vadia no cio. Me controlava para não gemer loucamente, quando minha vontade era exatamente o contrário. Ele gemia bastante, isso estava me deixando louca. Quando ele me pediu pra que eu gemesse pra ele, fiquei assustada, não sabia que ele gostava, deveria ta me achando broxante agora. 

Meu corpo entrou em convulsão, me contorcia debaixo de Justin que aumentava a velocidade mais e mais. Aquilo era tão bom. Mordi os lábios e um líquido desceu, enquanto outro era jogado dentro de mim feito vários jatos. Gemi o nome de Justin bem alto, ele fez o mesmo com meu nome e logo caiu sobre mim, ainda nos encontrávamos ligados. Aquilo era a melhor sensação possível. 

Estávamos cansados, não foi difícil pegar no sono. Era incrível como ele conseguia dominar até meus sonhos. Eu o amava e o amor é assim. 



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Continua...

Vocês não tem noção como é bom bom saber que vocês estão gostando. Sério! Obrigada por tudo mesmo!!
Ah! Eu queria mostrar pra vocês esse comentário aqui, sério eu fiquei sorrindo haha gente ela entendeu a ib e não é só isso tem mais coisa, senão, não teria mais graça haha


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sexta-feira, 29 de março de 2013

Midnight City - Cap 9

-- 23 comentários:
"So let me kiss you" 


- Já comprou as pipocas? - perguntei ficando ao seu lado na fila. 

- Ainda não. - ela me olhou e logo voltou a procurar algo em sua bolsa, aproveitei a distração e fui comprar as pipocas, ela era a próxima. 

- Duas pipocas e refrigerantes médios, por favor. - pedi sorrindo educadamente. A balconista ficou me olhando por um momento depois piscou os olhos rapidamente e fez o que eu pedi. Alicia chegou ao meu lado já estendendo a mão com um cartão. Ela sabia que eu iria pagar e foi logo se adiantando, mas como era teimosa. 

- Pode guardando, não começa. - bufei pegando minha carteira.

- Que saco Justin, não estou fazendo economia. - ela me encarou batendo o pé. Isso me fez lembrar minha mãe.

- Fica quietinha, toma moça, ela não tá comigo não. - paguei tranquilamente.

- Idiota! Filho da mãe! - ela bateu em meu braço.

- Vai derrubar a pipoca o incrível Hulk. - brinquei a fazendo me bater mais ainda. - Ta bom, ta bom, parei. - ri dela que cruzou os braços. - Segura ae. - entreguei as pipocas pra ela e peguei os ingressos dando pra cara, ele rasgou e entregou a mim de volta.

Adentramos aquela sala e fomos aos nossos lugares na última fileira. A última fileira era de casal, ou seja não tem apoio de braço e copo. Sim, foi estratégico. Nos sentamos e ela se mexeu desconfortável ao meu lado percebendo que estávamos sem nada entre nós. Coloquei o refrigerando no apoio do meu outro lado e ela fez o mesmo, passei meu braço sobre seu ombro e a aproximei de mim. Ela estava tensa, acariciei de leve seu ombro pra relaxa-la.

Casais e mais casais entravam no cinema, de vez em quando, grupos de amigos ou até pessoas sozinhas. Olhei pra ela e fiquei a encarando, na verdade eu estava a admirando. Alicia demorou pra perceber que eu a olhava, terminou de beber o gole de seu refrigerante e se virou pra mim.

- O que foi? 

- Estava apenas apreciando a vista.

- Idiota, para com isso. - ela empurrou meu rosto na direção da tela enorme a nossa frente. Não adiantou logo a olhei de novo.

- Qual é o problema? - tomei um pouco do refrigerante. 

- Não gosto de ninguém me encarando. - virou o rosto.

- Olha pra mim? - pedi.

- Pra que? Pra você ficar me olhando? Isso da nervoso. 

- É pra fazer isso. - no exato momento ela virou pra mim com uma cara confusa.

Me aproximei de seu rosto sorrindo, meus olhos eram fixos nos seus, Alicia estava com a expressão de espanto. Tudo bem, ela foi pega de surpresa. Olhei para seus lábios e fui fechando meus olhos assim que nossas bocas se encostaram. Minha mão foi para sua nuca a puxando mais contra mim. Minha língua entrou em sua boca causando um arrepio na sua. Queria conhecer cada canto daquele lugar novo. Invadia todos os cantos. Era gostoso, era bom, era viciante, uma espécie de frenesi. Assim que fomos nos separando, dando alguns selinhos, peguei um pouco de ar e a beijei de novo. Não conseguia parar. Alicia agora tinha sua mão apoiada em meu ombro. A falta de ar apareceu novamente, juro que não pararia por nada, mas tinha que deixa-la respirar e saber qual seria sua reação com minha atitude. 

Ela me olhava sem expressão, estava tensa. Abaixou a cabeça e levantou em seguida. eu não esperava por isso, e não esperava muito menos pelo o que vinha a seguir. Alicia me puxou novamente pra ela e nos beijamos de novo. Talvez não tenha sido mágico só pra mim. Agora, ela demonstrava paixão em nosso contato, estava algo mais ávido. 

Não sei quando o filme começou, nem mesmo quando acabou, mas hoje vi que a melhor coisa do mundo estava ao meu lado, sorrindo abobalhada, não muito diferente de mim. Com nossas mãos dadas, prosseguimos o passeio. 

[...]

- Você poderia ir lá pra casa, ainda está cedo. - dei mais uma mordida em meu hambúrguer.

- Não sei. - ela bebeu sua coca. - são que horas?

- 17:00 - olhei no relógio.- eu te levo em casa depois. - insisti.

- Tudo bem então. - ela sorriu

- Acaba de comer ai então lentinha. - acho que ela tava na metade do hambúrguer a meia hora.

- Minha digestão é lenta, desculpa. - falou irônica com a boca cheia. 

Me aproximei de seu rosto, e lambi o canto de sua boca, ela me olhou incrédula com olhos arregalados, enquanto eu a encarava confuso. 

- Justin! - ela me repreendeu.

- Relaxa Ali. - sorri a confortando. Queria ter mais intimidade com ela e era isso que estava tentando construir a cada segundo que passava ao lado dela.

- Eu to cheia, vamos, vou terminando o refrigerante no caminho. - ela se levantou pegando sua bolsa. - Estou te devendo 64 dólares só hoje, sabia? 

- Não acredito que está contando. - disse indignado.

- Eu odeio isso, parece que saio com você pra me bancar.

- Você sabe que não é verdade. 

- Argh! Tudo bem, vamos logo então. - tava na cara que ela estava estressada. 

A abracei por trás fazendo seu corpo se arrepiar por estar em contato com o meu. Fechei meus olhos por alguns segundos e senti seu cheiro. Abaixei a cabeça e aproximei minha boca em seu ouvido. 

- Eu te deixo pagar um sorvete. - ri 

- Idiota! Eu pago sorvete pra um mendigo. - ela se soltou de mim e foi em direção ao carro. Não sabia que isso a afetava tanto. Mas qual é apenas queria gastar meus 20 mil com ela. Agora teria de leva-la pra casa e faze-la relaxar. 

Já sabia como fazer isso, bastava ela querer, acho que não conseguiria me segurar com ela ali em minha casa. Com apenas o contato que nós estivemos eu já fiquei maluco, imagina na hora... Ela tinha que ser minha. Mesmo eu fazendo merda, eu precisava dela para me colocar em um ponto fixo outra vez. Ah! Era tão confuso. Tente-me entender, eu realmente gostava dela, porém, trabalho numa boate de putas, ela é inocente e odeia lugares assim, e se ela descobrir que... Ah meu deus eu estou ferrado. Era melhor afasta-la? Não! Não quero me ver longe dela.

Minha mente vivia em completa discórdia desde que a conheci. Talvez devesse conta-la de uma vez e esperar pelo o pior, ou então rezar pra que ela acredita que não tenho nada a ver com a vida que levava. 

Entrei no carro depois dela e dirigi rumo a minha casa, não importa mais nada, pelo menos hoje, ela seria minha. 


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Continua...

Lindas!!! Como ces tão? haha
Gente eu não deveria ta postando, porque comentaram mais de um vez no cap anterior em anony, gente dá pra saber ok?? 
Enfim, não façam isso!
O que estão achando da ib???

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quinta-feira, 28 de março de 2013

Midnight City - Cap 8

-- 19 comentários:
                  "Essa noite eu vou continuar dançando com um novo alguém."



POV Justin

Merda, meu plano de leva-la pra minha casa hoje não daria certo. Segundo Ryan, hoje eu iria cuidar da boate. Logo sábado o dia onde poderia curtir com Alicia. Eu sempre gostei de administrar aquele lugar, afinal, que homem não gostaria de ficar em um lugar cercado por mulheres semi nuas? Não poderia negar que gostava dessa parte. Mas sentia falta de ter alguém ao meu lado a todo momento. Pelo fato de morar sozinho longe de minha família, eu sentia um vazio. Ficava realmente impressionado com a habilidade que Alicia tinha de ocupar esse espaço nem que seja por alguns segundos ao seu lado. Ela era incrível, ela era a mulher pra mim.


- Você tem certeza que eu não posso trocar meu horário com o Chris? - perguntei pela milésima vez ao Ryan.

- Cara, aproveita que ta só nos dois aqui e me fala. Fala pro seu melhor amigo, quem ta te deixando mais babaca? - bufei enquanto me jogava no sofá do lado oposto ao dele. 

- O nome dela é Alicia e ela é da faculdade. - disse finalmente.

- Universitária?? Ta pegando bem hein bro. Ela sabe da boate?

- Esse é o problema, ela nem imagina que eu viro dono de um puteiro a noite. Porque com venhamos aquele lugar cheira a sexo é sujo. 

- Por que você não fala logo pra ela Justin? Vai se pior depois.

- NÃO, Alicia não é desse jeito, ela é meiga, doce, inocente, pra você ver, eu tenho certeza de que ela ainda é virgem. 

- Virgem na faculdade? - ele me olhou incrédulo - To começando a achar que você gosta de freiras. 

- Cala a boca Ryan, ela penas não dá pra qualquer um como a maioria das que você come. - acabei me estressando.

- Ow! Vai com calma ai bro. - ele fez um gesto com as mão pra eu pegasse leve nas palavras.

- Foi mal. - me desculpei.

- Faz o seguinte, liga pra ela agora, e chama ela pra sair, sei lá, eu fico no seu lugar, mas segunda, é contigo! - sorri ao ouvir aquilo.

Nos levantamos e abracei Ryan rapidamente. Estava realmente empolgado com a ideia de vê-la novamente. Ele foi embora e eu fui correndo pegar meu celular para poder liga-la. Disquei seu número e demorou pra ela atender, sua voz estava ofegante. 

- Alô? - ela disse ofegando no outro lado da linha.

- Oi ali, é o Justin. Ta tudo bem? Você parece cansada - perguntei querendo saber o que ela estava fazendo sem parecer muito preocupado.

- É que eu estava me arrumando pra sair e o telefone estava longe, então como estou atrasada tive que sair correndo. - explicou.

- Então você já tem planos pra hoje? - minha voz estava visivelmente de decepcionado.

- Sim, vou sair com um amigo, por quê? - ela falou inocente. Mal sabia que doeu ouvir aquilo.

- É que eu tava pensando da gente pegar um cinema e depois você... - preferi não continuar, minha voz ia diminuindo a cada palavra. 

- Ah. Podemos nos ver amanhã, se quiser. - ela parecia decepcionada também, achei isso um ponto ao meu favor. 

- Claro! Amanhã marcamos. Se divirta hoje. - falei a última frase mais baixo. 

- Obrigada! Até amanhã.

- Até. - desliguei. 

Taquei o celular longe. Não estava conseguindo suportar a ideia de vê-la com outro cara. Ela só me ama. Eu devo ter mais confiança nela não é? Mas nós não temos nada e seja lá quem for o cara, ele vai tentar algo com ela. Quer merda!

Peguei as chaves do meu carro e sai batendo a porta de casa. Ia pra boate, já que hoje eu não iria fazer nada do que planejava. Me ajeitei no banco de motorista, coloquei o cinto, dei partida e liguei o rádio. Estava acelerando cada vez mais. Com esse ato, não demorou muito  pra chegar na casa noturna. O nome era "Midnight Light". O nome foi denominado pelo o fato da boate ganhar luzes depois da meia noite. Enfim, adentrei aquele lugar tão conhecido por mim e fui até o escritório. Carly estava em cima da mesa se jogando pro Ryan, e claro ele aproveitava muito bem.

- Pode acabando com o showzinho ai! - disse chamando a atenção que queria.

- Você aqui? - Ryan não escondeu sua surpresa, assim que Carly saiu do escritório pra voltar ai seu trabalho.

- Acredita que Alicia vai sair com outro? - me joguei no sofá inconformado.

- Como é que é? - Ryan soltou um risinho, o encarei e ele logo parou.

- Queria saber quem é o filha da puta! - disse como um pensamento alto. - Tu ta livre hoje cuzão, eu fico aqui.

- Valeu bro, boa sorte com tua mina. - ele se levantou e saiu apenas me cumprimentando com dois tapinhas de leve no meu ombro direito.

Fiquei jogando joguinhos diversos em meu celular, enquanto estava completamente esparramo ali, quase deitado na poltrona e com as pernas dobradas sobre a mesa. depois de ficar muito entediado fazendo aquilo já há um bom tempo, resolvi levantar e ver o movimento das coisas lá embaixo e talvez, até mesmo beber alguma coisa. De preferência que me fizesse esquecer de tudo que atormentava a minha cabeça naquele momento. Me apoiei na sacada e peguei um drinque na bandeja que um dos garçons serviam, tomei todo o líquido do copo de primeira. 

Depois de muito repetir a dose, achei que estava ficando alucinado, vendo coisas onde não tinha, não era possível. Pisquei meus olhos mais algumas vezes consecutivas e forcei a visão. É ela estava ali se esfregando em um babaca. Isso não iria ficar assim.

POV Alicia

O janta havia ocorrido normalmente, foi legal, conversamos, nos conhecemos melhor. Durante a sobremesa, David propôs em irmos a uma boate famosa da cidade, e segundo ele, a melhor de todas. não era muito meu estilo, mas talvez aquilo me fizesse bem. Não sei porque mas me sentia culpada por está saindo com David. Em minha mente aquilo parecia ser uma traição ao Justin. Mas nós não tínhamos nada. Era assim que devia pensar. 

Com as mão dadas para não nos perdermos ali dentro naquela multidão, fomos andando naquela boate cheia. Quando finalmente avistamos um bar, nos encostamos ali. Com uma desculpa esfarrapada de que ele queria "me proteger" dos marmanjos daquele clube, David me colocou em sua frente e me puxou contra seu corpo me abraçando por trás. 

Pude observar o local onde estava, e nossa, queria sair dali o mais rápido possível, aquilo era um puteiro! Me encolhi mais ainda contra David. Mulheres semi nuas se esfregando em velhos nojentos e bêbados. Por que Davis me levou pra um lugar como esse? Pra me amedrontar e ficar mais colada a ele? Bem, funcionou. Um homem que aparentava ter uns 35 anos me encarava com os olhos pegando fogo, virei meu rosto tentando fugir de seu olhar. Merda, queria tanto sair dali. Talvez se eu bebesse mais um pouco, minha mente iria me deixar mais solta. Vamos tentar.

- Dança só uma música comigo e irei morrer feliz. - exagerou no convite David.

- Ah meu deus! Se eu pisar no seu pé, a culpa não é minha. - me virei pra ele rindo.

- Dança colada comigo que eu te guio. - ele soltou um riso sapeca e me puxou para o meio da pista. 

Sorri com suas ideias maliciosas, ele colou nossos corpo e eu me virei ficando de costas pra eles. Comecei a seguir os movimentos de sua cintura e quadril contra mim. O acompanhei e com isso fui me soltando aos poucos. Joguei meu cabelo pro lado, e de alguma forma me entreguei, talvez fosse o vinho tomado no jantar e o copo de vodka tomado agora, fazendo efeito em meu organismo. 

POV Justin

Ameacei a descer as escadas e então minha razão e o pouco de consciência que eu tinha falou mais alto. Eu não tenho nada com ela, Ali só está se divertindo, e além do mas se eu fosse lá, ela iria me perguntar o que eu estou fazendo aqui sozinho e não causaria uma boa impressão. Não queria parecer também, aqueles babacas que batem no outro cara por ciúmes bobo sem ao menos ter nada com a garota. 

Achei melhor ficar apenas em meu posto a observando. Pensei em ficar no meu escritório, não era muito agradável vê-la dançando colada com outro homem. Merda! Eu a quero! E por um momento eu me imaginei ali, ela dançando pra mim e depois íamos pra algum lugar mais reservado, apenas acordando nus em minha cama sorrindo e escondendo o rosto dos raios de sol fortes. 

Não sonhe tão alto Justin! Me repreendi, ela me deixava louco. Mordi os lábios ao vê-la descendo até o chão. Pelo menos não teve beijo. Eram três horas da manhã quando eles foram embora. Ela não percebeu minha presença ali, a observando a cada segundo. Minha cabeça parecia que iria explodir. Voltei pro escritório e tomei algo pra que aliviasse a dor. Mas quando na verdade, apenas precisava dela ao meu lado sorrindo pra mim assim que acordasse. Ela mexia comigo sem ao menos eu perceber. 

[...]

Me sentia melhor depois de algumas de sono. Olhei o relógio em meu pulso e arregalei os olhos. Era tarde e eu tinha que ligar pra Alicia. Pelo menos teria de ser mais rápido do que o babacão da noite passada. Peguei meu celular e disquei seu número rapidamente. No segundo toque ela atendeu.

- Alô? - sua voz soou animada. Ótimo.

- Ali, é o Justin. 

- Oi! Como vai?

- Estou ótimo e você? Se divertiu ontem? - eu sei, fui sínico.

- Estou ótima, também. Sim, sim me diverti bastante. - poderia imagina-la sorrindo falando isso.

- Que bom! - menti, não gostava dela se divertindo com outros caras. - O que você acha de ir ao cinema hoje? tem um filme bem legal em cartaz.

- Claro, que horas?

- Bem, se arruma que eu faço o mesmo e te busco. 

- Ok, só não posso voltar tarde, tenho que terminar uns deveres da faculdade hoje. - disse um pouco triste. Realmente fazer dever é um saco, eu como assistente e estagiário tenho que montar umas coisas bem chatas. 

- Tudo bem, eu também tenho que montar umas coisas pra amanhã. 

- Então até mais. 

- Até. 

Desliguei e fui correndo me arrumar. Enquanto a água caia em meu corpo, pensava em Alicia. Estava realmente em dúvida. Será que deveria falar com ela, que Nós só poderia existir fora da faculdade? Pois além de causar problemas para ambos lá dentro, seria uma desculpa pra mim de que não poderíamos ficar juntos. Apenas manter uma relação como agora. Sei que se chegasse e falasse pra ela sobre virarmos amigos com benefícios, ela nunca mais olharia em minha cara. E bem, eu não me perdoaria por fazer afasta-la de mim. Quem ama protege, agora como protege-la de mim? Como proteger de quem a ama. 



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terça-feira, 26 de março de 2013

Midnight City - Cap 7

-- 19 comentários:

"Nós não somos amantes, mas, mais do que amigos."


Ah meu deus! Eu não conseguia parar de sorrir. Não tinha resposta pra aquilo. Iria responder amanha de manhã, já que estaria mais sóbria, por que agora estava bêbada de sono. 

POV Justin

Coloquei meu celular novamente ao lado da cama. Hoje eu não iria me lamentar ou me martirizar sobre o que eu estava fazendo com a Alicia. Eu havia acabado de faturar 25 mil dólares em apenas uma noite. Sorria com satisfação ao pensar no que poderia fazer com aquela grana. E para minha surpresa, todos meu pensamentos incluíram Alicia. A menina do sorriso tímido e dos olhos brilhantes havia ocupado meus sentidos. Ainda podia sentir seus toque, seus lábios nos meus, nossos dedos entrelaçados, meus olhos ainda tinham a imagem de seus cabelos voando ao vento batendo levemente em seu rosto o qual parecia ser porcelana. Ah, ela era tão bonita aos meus olhos, tudo poderia ser simplesmente mais fácil. 

Me virei no colchão e respirei fundo, meus pensamentos ainda estavam nela, Alicia ainda não havia respondido minha mensagem. Deveria está dormindo. Me tranquilizei e tentei dormir, logo estava sonhando com ela.

[...]

Sexta feira havia começado simplesmente perfeita. Assim que peguei meu celular para desligar o despertador vi uma mensagem de Alicia, abri correndo e li com um sorriso enorme no rosto. 


"Cada momento do seu lado é incrível, obrigada por me proporcionar momentos inesquecíveis. Bom dia!"

Nem precisa de um "Bom dia!" pra saber que aquele dia iria ser de fato perfeito. Me arrumei mais do que o normal, demorando uns minutos a mais. Peguei a chave do meu carro, material, carteira, celular, conferi os bolsos, é tudo estava certo. Sai de casa e fui a caminha de meu carro, hoje iria com a Ranger. 

Dei partida, e dentro de uns vinte minutos estava estacionando o carro no estacionamento da faculdade. Por sorte avistei Alicia chegando com seu carro. Iria fazer uma pequena encenação. Esperei ela sair do carro, e ficar distraída procurando seu celular na bolsa. Ela sempre fazia isso, pra entrar ouvindo música na sala. Ela nem imaginava que reparava nela, mas era impossível em meu lugar, não repara-la.

Desci da Ranger e fui até ela cutucando seu ombro de um lado e indo pro outro. Ela naturalmente olhou para o lado do ombro tocado.

- Oi! - disse sorrindo dela a fazendo virar pra mim.

- Oi! Estava procurando...Ah! - ela me olhou corada. 

- Indo pra sala? - perguntei tentando puxar assuno sem deixa-la corada. Ela ruboriza facilmente, até acho fofo.

- Sim. - ela guardou seu celular, isso foi um bom sinal, já que nem com Mia ela dava total atenção assim. 

- Aceita companhia?

- Claro! - ela sorriu, e fomos andando até a sala. 

Era inevitável evitar os olhares, o estagiário andando com uma aluna soava tão errado para todos, porque não conseguia pensar assim? Sabia que Alicia não gostava disso, chamar atenção nunca foi o seu forte. Ela andava de cabeça pra baixo, segurando seu cotovelo. Desviava seu olhar de minha direção. Sua timidez era algo extremo. Já me sentia feliz ao arrancar sorrisos daquela menina. 

- Fica tranquila. - a confortei.

- Eu to bem. - sua voz soou mais baixa que ela gostaria.

- Percebi. - ri pelo nariz, ainda olhando pra frente.

- Estou falando sério. - finalmente ela me olhou. 

- Ok, ok! Chegamos.

- Obrigada pela companhia. - sorriu e entrou na sala acenando pra mim, acenei de volta e dei meia volta, agora era só esperar até depois do intervalo para vê-la novamente. 

POV Alicia.

- Ai meu deus Mia! - a abracei. - Todos estão me olhando por causa dele.

- Bando de invejosos, você tem um gato em suas mãos.- ela sorriu e pegou em meu rosto me fazendo encarar seus olhos.

- Será mesmo?

- Depois do que você me contou, não sei como ainda não estão de casamento marcado. - acho que hipérbole era seu forte. 

- Como sempre exagerada. - revirei os olhos. - foi só um selinho mais demorado, digamos assim. - sorri um pouco boba ao me lembrar.

- Awn! Minha amiga tá feliz. - ela riu batendo palminha. 

- Pode aquietando aí que o professor chegou. - ela virou pra frente no mesmo instante e assim prestamos atenção na aula, quer dizer, pelo menos eu não conseguia parar de pensar no toque de seus lábios nos meus, Em uma fração de segundo me vi passando meu dedo indicador levemente sobre meus lábios sorrindo. 

[...]

Hoje foi um dia normal, na aula depois do intervalo, a qual encontrei Justin, ele me fez me sentir uma adolescente apaixonada trocando recadinhos bobos durante a aula. Pois é, quando menos esperava um papelzinho era arremessado em minha mesa. Bem que Mia falou que era melhor eu sentar mas atrás hoje. 

Quando cheguei em casa, depois de um dia cansativo na loja de Liz, fiz o mesmo processo de sempre, me taquei no sofá. Meus lábios se formaram num sorriso enorme só pelo fato de saber que amanhã estaria livre e depois de amanhã também. Um celular ecoou em minha mente, revirei os olhos com preguiça de ir atender. 

- Alô? - disse assim que atendi.

- Olá Alicia! - uma voz familiar soou do outro lado da linha.

- Quem fala? - perguntei curiosa.

- David, da loja de sapato. - Acho que ele pareceu desapontado por eu não ter o reconhecido.

- Ah sim! como vai?

- Vou bem e você?

- Eu também.

- Você está livre pra sair amanha? Quer dizer, se você quiser sair, eu pensei que podíamos ir em algum lugar pra comer, ou pra dançar, eu não sei. O que você quiser está ótimo. 

- Por mim está tudo bem! - concordei.

- Ah que ótimo? Eu te busco amanhã as 20:00 horas.

- Te mando o endereço por mensagem. 

- Isso! - eu ri. - Até amanhã.

- Até, tchau! 

Desliguei meu celular e fiquei pensado no encontro de amanhã, não poderia acontecer nada demais, afinal meu coração já tem a quem pertencer. Fui tomar banho, hoje não teria mensagem de Justin, só me restava esperar por amanhã. 

POV Justin



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Continua...

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Midnight City - Cap 6

-- 13 comentários:

"Your lips my biggest weakness."


Respirei fundo novamente e mordi os lábios, meus olhos desviaram um pouco de sua boca e olharam seus olhos. Alicia estava ofegante com nossa proximidade, ela encarava minha boca, seu olhar era inocente. Estava quase lá, coloquei minha mão esquerda em sua nuca e  me aproximei. Fechei meus olhos e quando nossas respirações estavam se misturando um barulho nos interrompe. Era o celular dela, me afastei e olhei pro lado coçando a nuca, estava envergonhado. Ela olhou em seu celular e me olhou em seguida, suas maçãs do rosto a essa hora estavam vermelhas. Ela hesitou em falar, mas em seguida algo saiu de sua boca. 

- Tenho que ir. - ela falou num murmúrio. 

- Ah, sim, claro! Vamos. - estava um pouco atrapalhado com as palavras. 

Comecei a ir em direção ao carro com minha cabeça no momento em que nossos lábios quase se tocaram, estava prestes a fazer uma burrada, ou algo que me levasse ao paraíso? Com certeza a segunda opção aconteceria. Ela era incrível e sentia receio de me sentir um babaca com a reação dela ao saber o que eu faço. Devia conta-la? Não! Claro que não! Ryan me mataria. 

[...]

Parei o carro em frente ao prédio dela, Alicia olhou pra mim e em seguida olho pra baixo, com certeza estava em vergonhada sem saber o que dizer, bem, assim como eu. Quer saber? Eu tinha que tornar aquela noite especial. Teria de tomar alguma atitude, até mesmo da mais simples que seja. 

Me aproximei novamente e levantei seu rosto com meu dedo indicador delicadamente. Meu rosto foi se aproximando enquanto nossos olhos procuravam se aprofundar uns nos outros. Fui os fechando lentamente e nossos lábios finalmente se tocaram. Foi só um selinho,  um selinho bem demorado, eu aprofundaria mas não senti que ela estava preparada pra isso. Apenas sentir os lábios dela nos meus já foi fantástico, imagino no sexo? Mordi os lábios assim que nos separamos. Ela me olhou com os olhos arregalados e a boca entreaberta. Sem ao menos nenhum palavra ela saiu do carro e foi para seu lar. E agora, eu teria que ir trabalhar. 

Dei partida no carro e acelerei o máximo que pude. Estava um pouco atrasado para a reunião que teria pra saber os lucros de cada um e se iríamos aumentar o negócio. Lá estava, como sempre com suas luzes fortes iluminando toda a rua, dava pra se ouvir o barulho da música agitada que tocava la dentro, afinal aquilo era uma boate, e uma das mais famosas de Nova York. 

Entrei sem passar por fila, claro, também era dono daquele lugar. Rick, o segurança, me cumprimente, em troca dei um acena com a cabeça sendo educado. Estava indo para a sala principal, passando por aquelas vadias e homens bêbados apenas procurando algo novo pra comer. Me perguntava se Alicia merecia conviver com isso. Era era toda meiga, frágil, inocente. Isso aqui definitivamente não é lugar pra ela. 

Adentrei o escritório principal e todos estavam lá. Ryan sentado a frente, Chaz e Chris estavam sentados no sofá de couro encostado na parede. Todos eles continham uma taça com alguma bebida, arriscaria dizer Whisky. 

- Atrasado Bieber! - Chaz disse me cumprimentando com um toque de mão.

- Ta com essa cara de viado ai por quê? - Ryan disse rindo e dando mais um gole em sua bebida.

- Acho que alguém estava com alguma mina antes de vim hein! - Chris riu. - Era gostosa? boa de cama? Compartilha com os parceiros né? - ele me cumprimentou e eu ri.

Com o pequeno diálogo já dava pra ter certeza que eu tinha razão afinal. Alicia era direita, não se compartilhava. Ela não era uma vadia, era uma garota que fazia acelerar meu coração.

- Não estava com ninguém. Apenas me atrasei porque pedi uma pizza que demorou a chegar. - falei me servindo com uma dose de Whisky e em seguida indo me sentar no sofá.

- E a pizza tava tão boa ao ponte de ficar sorrindo que nem babaca agora? - Ryan comentou.

- Eu to normal, vamos começar? - falei tentando mudar de assunto e pareceu que funcionou.

- Acho que precisamos de mais vadias, essas daí já me cansaram, já comi todas. - Ryan falou simplesmente. 

E assim começou a reunião, era como sempre, fazia parte da minha vida aquilo, estava nesse meio e recebia muito por isso. Não era algo que você teria outras oportunidades era pegar ou largar, eu peguei e hoje me vejo em meio as consequências. 

POV Alicia 

Eu não conseguia acreditar naquilo, era realmente real? Eu e Justin nó nos... ah! Estava me sentindo em outros céus. Achei que depois da mensagem de Luke pra voltar pra casa nos interrompendo não aconteceria mais nada. Foi tudo tão mágico. Entrei na portaria e olhei pra Luke mordendo o lábio inferior. Ele riu de mim e veio me cumprimentar. 

- Ei menina risonha, tem uma surpresa em seu apartamento. - ele riu.

- Sério?? - Alarguei mais meu sorriso.

- Sim, tenho certeza que vai amar. - ele abriu o elevador pra mim. 

- Obrigada! - direcionei-lhe um olhar educado.

- É apenas o meu trabalho. - ele sorriu e o elevador se fechou dando um solavanco para subir até meu andar. 

Mal esperei as portas se abrirem completamente e já fui saindo dali em direção ao meu apartamento. Peguei as chaves correndo e abri a porta. Com isso me fez pensar em como a pessoa conseguiu entrar ai dentro. Bem, ela teria que ter minha chave então só pode ser.... 

- Ai meu deus! Theo! - sorri pulando em seus braços.

- Minha maninha! Você não tem mais cinco anos, está pesada! - ele riu e nos soltamos. 

- Desde quando você veio? - eu não conseguia parar de sorrir. 

- Cheguei hoje, vim resolver as papeladas da faculdade e já ia voltar pro Brasil, mas não poderia voltar sem falar com você. - ele me abraçou mais uma vez e eu o agarrei forte novamente. 

- Dorme aqui hoje? - fiz carinha de anjo.

- Eu vou voltar de madrugada não vai dar, foi mal. - ele se sentou. - mas eu tenho, - ele olhou no relógio. - uma hora pra você me contar com quem você estava e qual é o nome do meu cunhado, vou ter que meter a porrada nele? - me sentei rindo de suas expressões faciais. 

[...]

Era divertido passar o tempo com ele, o chato é que se passou tão rápido. Quando demos conta, já esta o abraçando na despedida. Ele acariciava meus cabelos e mexia minha mão de baixo pra cima em suas costas.

- Promete que vai voltar? - o olhei sem nos soltar.

- Claro! E inclusive vou querer conhecer esse tal Justin. - ele riu de leve.

- Deixa as coisas acontecerem... - sorri nos separamos. 

- Vou indo maninha, manda um beijo pra insuportável da Mia. - eu ri

- Ela vai adorar saber que você esteve aqui. 

- Ela me ama. - ele sorriu convencido. 

- Ah! Claro. - bufei.

- Vou indo lá. Até acho que mês que vem. - ele pressionou os lábios abaixando a cabeça. De fato, aquele momento era doloroso pra ambos. 

- Tchau. - falei em um tom baixo e beijei seu rosto novamente.

- Até mais - ele me confortou com aquelas palavras, como se tivesse ali a promessa de voltar.

Fechei a porta e fui me preparar para o dia amanha. Iria ser sexta feira. Sábado e domingo iria finalmente poder descansar. Me senti aliviada apenas pelos meus pensamentos. Fui me despindo até o banheiro. Tomei um banho relaxante e coloquei um pijama bastante confortável, escovei os dentes e fui me deitar. Avistei meu celular carregando na cômoda ao meu lado e peguei o mesmo, fiquei jogando algo bobo até pegar no sono. Quando ia colocar meu celular pra carregar de novo, um barulho me desperta. O desbloqueio novamente e vejo uma mensagem. Meus lábios se formaram num sorriso maior que o mundo ao ver aquilo. Era de Justin. Meus olhos brilhavam ao ler aquilo.


"Não tivemos tempo de nos despedir direito, queria te dizer que hoje foi uma das melhores noites da minha vida. Boa noite."


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Continua...

Oi!!! Só não postei ontem, pq não deu, eu estudo o dia todo e so tenho domingo pra sair, ai eu fui pro cinema com um amigo meu. 

Gente, leiam as notas finais do cap 2 POR FAVOR É SOBRE A HISTÓRIA!!

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